Recentemente, ouvi de um cliente que tudo que a gente estava fazendo “valia pelo frio na barriga”. O superintendente da Pixar escreveu em um texto que “selecionar idéias mete medo”. Meu filho Thiago tem medo do filme do E.T.
O medo, a incerteza, fazem parte da vida criativa. Como você administra o seu?
Se todo mundo quer inovar sempre, ver algo novo sempre, isso significa que alguém tem que correr risco sempre, e o risco traz consigo o medo. Particularmente, eu adoro ter a dúvida. Não tento controlá-lo, nem administrá-lo. Apenas tenho certeza que pessoas competentes estão por perto, assim como meu cliente, o superintendente da Pixar ou meu filho.
Se você está sentindo medo ao criar, penso que você está no caminho certo.
April 17, 2009 at 5:14am
Limitações
Estava lendo uma matéria chamada ”Design under constrain” na Wired e o tema me soou muito verdadeiro. Pense por um minuto: quando você tem menos recursos, você tem que tomar melhores decisões (making more with less). Desafiando a lógica preguiçosa, limites não matam a criatividade. Pelo contrário. As cores e ângulos para Piet Mondrian, decisões sobre design para Steve Jobs, página inicial para o Google, indústria do cinema para a Nigéria, design em telas reduzidas para os celulares… Qual é a sua?
5:02am
Luli
Conheço muita gente legal e interessante. Trabalho com muitas delas, mas esse tal de Luli Radfahrer me fez parar pra pensar, na primeira conversa. Cada uma delas, cada almoço, é um momento especial pra mim. Foi ele quem me provocou a (voltar) a escrever, (voltar) a ter um blog, dividir idéias. E nessa nova fase deste, o primeiro post é uma homenagem a este inspirador. Você deve conhecer alguém assim também. Aproveite cada segundo, provoque conversas, crie histórias com essa pessoa. Pessoas são as maiores fontes de inspiração que existem. Vejam isso:
June 1, 2008 at 3:30am
“Work Hard & Be Nice To People”.
Recado pra todo mundo que trabalha com comunicação e - claro - pra mim também.
Jonathan Harris é um artista dos meios digitais, meio arquiteto de informação, meio designer, e junto com um programador, já fez diversos projetos interativos sensacionais, sempre extraindo da web sentimentos e sensações de posts e blogs. Coisa de louco, ou poeta, ou artista.
Harris usa tecnologia (ferramentas de busca, APIs, etc…) para transformar dados em lindos projetos interativos, aplicando visual à informação.
Seu novo projeto se chama “I Want You To Want Me”. Nas suas palavras ”I Want You To Want Me aims to be a mirror, in which people see reflections of themselves as they glimpse the lives of others.”
Democracies don’t make great products. You need a competent tyrant.
— Jean-Louis Gasse
10:19pm
Every monday we review the whole business
—
Steve Jobs, CEO Apple
Engraçado saber disso agora. Fazemos algo parecido aqui na agência também toda segunda-feira (mas isso não foi uma comparação, ok? Só espero que tenha o mesmo resultado).
February 19, 2008 at 11:29pm
PostSecret
Cheguei hoje de uma visita a Brasília e aproveitei para trazer meus últimos livros que ainda estavam por lá. No meio deles, encontrei o PostSecret, o blog que virou um livro.
O PostSecret é na verdade aquele projeto interativo que todo mundo gostaria de ter feito, que começa na web e termina no mundo real. É uma idéia que viralizou antes do termo ter sido inventado.
É uma grata surpresa ver um projeto de 2005 ainda resistindo ao tempo. Quem tiver a chance, vale a pena dar uma folheada no livro. O meu está à disposição aqui na Click. Se preferir, veja na Amazon.
“Frank Warren’s revolutionary project began with 3,000 postcards asking for anonymous secrets from strangers, and blossomed into thousands of people bravely sending him raw, emotional, and occasionally funny confessions, some of which are collected in this fascinating book.”
February 12, 2008 at 5:37pm
We don’t like to admit that we tell stories, that we’re in the placebo business.
— Recado “na lata” do Seth Godin para marqueteiros e publicitários (isso obviamente me inclui). Dica do meu amigo Marco Gomes.
January 20, 2008 at 9:02pm
a grande tendência para 2008 não é a expansão da fragmentação da mídia e nem a internet como hub das grandes campanhas, mas sim um novo modelo onde a propaganda cria conteúdo para marcas e encontra maneiras inteligentes de colocá-lo no centro das comunidades onde os consumidores se divertem e participam ativamente.